Sim, essa informação é verdadeira na grande maioria dos casos, especialmente quando falamos de placas de circuito impresso (PCBs) de equipamentos eletrônicos (como computadores, celulares, placas-mãe etc.).Por que isso acontece?O minério de ouro extraído da terra geralmente tem uma concentração muito baixa de ouro. Minérios econômicos comuns variam de cerca de 1 a 5 gramas de ouro por tonelada (em minas ricas pode chegar a 5–10 g/t, mas a média global é bem menor). Muitas operações de mineração trabalham com teores abaixo de 1–2 g/t.
Já uma tonelada de placas eletrônicas (ou e-waste focado em circuitos) costuma conter entre 80 e 1.500 gramas de ouro (ou mais em casos de placas de alta qualidade, como de servidores ou equipamentos antigos). Isso representa tipicamente 40 a 800 vezes mais ouro que uma tonelada de minério comum.
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Exemplos práticos de fontes confiáveis:Uma tonelada de placas de celular pode render cerca de 200–300 gramas de ouro. Uma tonelada de placas de computadores antigos pode ter 100 vezes mais ouro que uma tonelada de minério extraído do solo.
Relatórios do USGS (serviço geológico dos EUA) já indicavam há anos que 1 tonelada de sucata eletrônica de PCs pode conter mais ouro do que 17 toneladas de minério de ouro típico.
Resumindo: sim, uma tonelada de placas eletrônicas geralmente tem bem mais ouro do que uma tonelada de minério de ouro. Por isso o reciclagem de e-waste (lixo eletrônico) é chamada de “mineração urbana” — é mais rica em metais preciosos do que muitas minas reais, além de ser mais sustentável quando feita corretamente.A quantidade exata varia conforme o tipo de placa (celulares antigos tendem a ter mais que os novos, por exemplo), mas a afirmação geral que você ouviu está correta e é repetida por estudos científicos, relatórios da ONU e empresas de reciclagem.